

Na edição de hoje:
🇧🇷 BRASIL: Planalto em liquidação de fim de estação. Marina e Rui Costa pro Senado. IBGE perdeu quem mede o PIB (no exato momento do “Ano da Comparação” rsrs). Eduardo Bolsonaro cassado virou guerra civil em SP.
👨🏻⚖️ JUDICIÁRIO: Toffoli manteve a relatoria do Master mesmo sob fogo. STF barrou R$ 3,5 bi do IOF. Recado: mesmo sangrando, a mão no cofre continua firme. TSE proibiu óculos inteligentes na cabine. Guerra informacional já começou.
🗞️ MÍDIA: Gastou 48h debatendo se o raio foi milagre ou negligência. Ignorou a crise do IBGE. Redes (39%) passaram a TV (34%) como fonte de informação pela primeira vez. A vovó perdeu.
📈 MERCADO: Dólar R$ 5,42. Juros abriram. Crédito travou. O mercado tá precificando o custo da instabilidade: BC, STF e IBGE sob estresse simultâneo.
🌎 MUNDO: Trump suspendeu vistos pra 75 países, incluindo Brasil. Tarifaço, Groenlândia, ameaça de 100% pro Canadá. O Brasil virou saco de pancada da disputa EUA-China.
A SEMANA POR DENTRO DO TABULEIRO
🇧🇷 BRASIL: O Planalto em Modo Queima de Estoque

Lula declarou que 2026 é o “ano da comparação” em discurso no dia 20 de janeiro.
No mesmo dia, regulamentou as universidades comunitárias, destravando recursos públicos pra 88 instituições no Sul e Sudeste. No dia 26, mudou o regimento da Comissão de Anistia, permitindo julgamentos em bloco via MPF e DPU.
Marina Silva e Rui Costa confirmaram saída pra disputar o Senado (SP e Bahia). O Planalto tenta emplacar Miriam Belchior na Casa Civil. Entre 17 e 23 dos 38 ministros devem sair até abril.
Rebeca Palis deixou a coordenação do PIB no IBGE.
No sábado 25, Nikolas Ferreira encerrou caminhada de 240 km e liderou o ato “Acorda Brasil” em Brasília. Um raio atingiu o local, ferindo três pessoas. Ele encerrou o evento e visitou os feridos no hospital.
Eduardo Bolsonaro foi cassado. Três nomes disputam a vaga no Senado por SP: Derrite (apoiado por Tarcísio), Rosana Valle (apoiada por Michelle) e Gil Diniz (apoiado por Eduardo).
Eduardo Paes confirmou que deixará a prefeitura do Rio pra disputar o governo estadual.
O PT oficializou o manifesto do 8º Congresso. O PL testou Flávio Bolsonaro como alternativa presidencial. O Planalto monitora Ratinho Jr. (PSD).
👨🏻⚖️ JUDICIÁRIO: Toffoli Sob Fogo, STF em Modo Blindagem

Revelações sobre elos entre familiares de Dias Toffoli e o Banco Master (liquidado pelo BC em novembro, alvo da Operação Compliance Zero dominaram a semana. Toffoli negou que deixará a relatoria.
Nos dias 26 e 27, marcou oito depoimentos de executivos do banco no STF. Mandou as provas da PF direto pra PGR.
Alexandre de Moraes travou o IOF do “risco sacado”. R$ 3,5 bi de perda pro Planalto no primeiro trimestre.
Nunes Marques prorrogou até 31 de janeiro o prazo pra empresas aprovarem dividendos de 2025 com isenção, antes da tributação de 10%.
O TSE proibiu óculos inteligentes (Ray-Ban Meta) e vestíveis com IA na cabine de votação.
🗞️ MÍDIA: O Holofote Estreito

A grande imprensa (Estadão, O Globo, Folha) transformou o Caso Banco Master em debate sobre “decoro” de Toffoli, não mais sobre fraude bancária.
A cobertura do ato de Nikolas consumiu 48 horas com o raio. Adesão física foi de 18 mil pessoas.
A saída de Rebeca Palis do IBGE foi tratada como “troca burocrática” pela mídia pública.
Pela primeira vez, redes sociais (39%) superaram a TV (34%) como fonte principal de informação política. Alô Globo, BBB que se cuide rsrsrs.
A mídia pública focou em entregas positivas (Minha Casa Minha Vida, universidades). A mídia econômica minimizou o rombo do Master pra evitar pânico bancário.
📈 MERCADO: Volatilidade Defensiva

Dólar flutuou entre R$ 5,35 e R$ 5,42.
Juros futuros abriram (alta das taxas) pra médio e longo prazo (2027-2029).
Ibovespa operou em queda. Setor bancário pressionado pelo temor de contágio após o Banco Master. Varejo caiu junto.
Crédito privado entrou em “modo de espera”. Spread de debêntures aumentou. Energia e saneamento viraram portos seguros.
Bancos médios, gestores de fundos e investidor estrangeiro aumentaram liquidez e saíram de ativos arriscados. Varejo físico e governo federal ficaram expostos.
🌎 MUNDO: Trump no Clássico Modo Tarifaço

Trump completou um ano de segundo mandato no dia 20 de janeiro.
EUA: Obsessão pela Groenlândia levou a OTAN ao maior risco de ruptura em décadas. Ameaça tarifas contra aliados europeus. Acusou o Canadá de ser “porta de entrada” pra produtos chineses, ameaçando tarifas de 100%. Suspendeu vistos pra 75 países (incluindo o Brasil).
China: Admitiu crise na construção civil (queda de 24% na venda de terrenos). Acelerou transição pra veículos elétricos e IA (20% do PIB). Exercícios militares ao redor de Taiwan foram concluídos.
Europa: Fórum de Davos (19 a 23/01) diagnosticou colapso da confiança mútua. UE prepara retaliação aos EUA com US$ 108 bi em tarifas. Macron acelera defesa europeia independente.
Ucrânia: Conflito ultrapassou 1.400 dias. Zelensky diz que acordo tá “90% pronto”.
ANÁLISE DA SEMANA: Ninguém jogou pra ganhar. Todo mundo jogou pra não perder.

A semana foi de encastelamento. Cada poder trancou a porta e esperou pra ver quem cai primeiro.
Lula acelerou decretos feito louco. Universidades comunitárias, Comissão de Anistia, ministros pro Senado. Por quê? Porque abril chega e a máquina trava. É queima de estoque. Poder com prazo de validade.
Toffoli tá sob fogo por causa do Master. Família dele no meio, PF investigando, mídia apertando. E ele? Manteve a relatoria. Marcou depoimentos, mandou provas pra PGR, usou a burocracia como escudo. Recuar é admitir culpa. Então ele fica.
Nikolas levou a galera pra Brasília, caiu um raio, e ele transformou acidente em narrativa de resistência. Adesão foi pífia (18 mil pessoas), mas ele pautou o país inteiro. O governo queria falar de universidade, mas passou a semana explicando tempestade. Quem controla a pauta manda.
A tecnocracia morreu. O IBGE perdeu quem coordena o PIB. A mídia tratou como “troca de gestão”. Tradução: o órgão que mede a verdade agora mede a conveniência. É campanha disfarçada de planilha.
O Judiciário mostrou que, mesmo sangrando, ainda segura a faca. Moraes cortou R$ 3,5 bi do IOF. Recado: “Vocês planejam, eu valido.” A toga pesa, mas a mão no cofre tá firme.
O mercado não fingiu. Dólar R$ 5,42. Juros abriram. Crédito travou. Quando IBGE perde credibilidade, STF perde moral e governo perde receita, o sistema range e o preço sobe.
O Brasil funciona num equilíbrio de fraquezas. Executivo forte na caneta, quebrado no caixa. Judiciário forte na lei, fraco na imagem. Oposição forte na rua, zero gestão.
O poder tá na zona de sombra onde eles negociam quanto cada um aguenta apanhar até outubro sem que o circo pegue fogo.
Ninguém tá governando. Tão todos resistindo.
CONCEITO DE PODER
Tem uma regra não escrita em Brasília: quem se move primeiro, perde.
Não é sobre quem tem razão. É sobre quem aguenta mais tempo parado sem sangrar.
Toffoli não sai da relatoria porque sair é admitir culpa. Lula não negocia com o Congresso porque negociar é diluir a caneta. Nikolas não articula com o PL porque articular é dividir o espólio. Cada um aposta na inércia do outro.
É o oposto do que parece. A semana foi agitada (raio, Master, decretos, dólar a R$ 5,42), mas o poder operou em modo travado.
Ninguém atacou de verdade. Ninguém cedeu de verdade. Ninguém fechou acordo.
O governo empurrou decreto, mas não enfrentou o STF pelo IOF. O STF cortou R$ 3,5 bi, mas não avançou contra o aparelhamento do IBGE. A oposição pautou a semana com um raio, mas não apresentou nenhuma proposta concreta. Todo mundo fingiu que jogou, mas ninguém moveu peça decisiva.
Por quê?
Porque mover peça decisiva agora é queimar cartucho antes da hora. Abril ainda não chegou. Outubro tá longe. Então o jogo é outro: não é sobre vencer agora. É sobre não perder posição até lá.
Enquanto isso, o que realmente importa (credibilidade do IBGE, saúde do sistema bancário, previsibilidade fiscal) vai se esfacelando nos bastidores. Mas ninguém mexe. Porque mexer é assumir responsabilidade. E assumir responsabilidade em ano de eleição é assinar atestado de burrice.
O poder no Brasil hoje funciona assim: todo mundo finge que tá jogando, mas ninguém quer ser culpado quando o sistema desabar.
É o jogo da batata quente institucional. E a batata? É o Brasil.
Brasília fingiu que nada mudou. Lula falou de universidades. O Congresso dormiu no recesso. O STF marcou depoimentos e seguiu o protocolo.
Mas enquanto o sistema fingia normalidade, aconteceu algo que ninguém sabe como processar.
Nikolas Ferreira caminhou 240 km, levou 18 mil pessoas pra Brasília (Segundo as estimativas rsss), um raio caiu no meio do ato, e ele transformou tudo em narrativa messiânica. Pautou o país inteiro. Sozinho. Durante o recesso.
E aí vem a pergunta que ninguém em Brasília tem coragem de responder:
Nikolas Ferreira já é maior que o PL?
E se for, como você controla um líder que transforma punição judicial em combustível? Como você para alguém que converte um raio em milagre?
Essa pergunta é o tabu absoluto porque quem responde perde o jogo.
Se a cúpula do PL admitir, o partido vira cartório. Se o governo admitir, reconhece que tá perdendo a guerra de narrativa. Se o STF admitir, confessa que cada canetada só fortalece o cara.
A resposta é simples e brutal: O poder no Brasil mudou de mãos. Saiu das instituições. Foi pros algoritmos. E ninguém que vive das instituições tá pronto pra assinar esse atestado de óbito.
Então vamos responder a pergunta que Brasília não quer fazer:
Será que o país realmente acordou? Ou você acabou de assistir à maior jogada eleitoral de 2026 disfarçada de peregrinação religiosa?
A resposta tá logo abaixo. E ela vai te arrepiar.

Sabe aquela cena de filme em que o vilão morre e todo mundo acha que acabou, mas aí surge um novo, mais jovem, mais rápido e impossível de rastrear?
Pois é. Eduardo Bolsonaro foi cassado e o sistema respirou aliviado. Dois dias depois, Nikolas Ferreira caminhou 240 km, um raio caiu no meio do ato, e Brasília percebeu: eles não mataram o movimento. Eles só o tornaram digital.
A parte que não aparece no noticiário começa aqui.
Este conteúdo faz parte do plano pago da Entre Poderes. Análises exclusivas sobre o que está sendo articulado agora, antes de virar discurso oficial.
Desbloquear acessoVeja o que você está perdendo:
- Análises exclusivas dos bastidores da política
- Leitura das articulações que não aparecem na imprensa
- Interpretação dos movimentos reais de poder
- Cenários prováveis explicados antes de virarem discurso público
- Quem ganha, quem perde e por quê

